Quistis andou até a bancada, tomando o lugar de Squall. Ela sorriu e acenou, e começou a falar.
- Estou muito orgulhosa por preencher este cargo de muito prestígio e garanto que minha dedicação será total quanto à nossa qualidade de ensino e treinamento. E hoje a noite, teremos a tão esperada cerimônia de comemoração aos formandos de hoje! Todos estão convidados e garanto que será a melhor festa que esta Garden já teve!
Quistis foi ovacionada com aplausos e urros de festejos. Seu grupo pessoal de fãs, os Trepies, eram os mais empolgados com a notícia. Squall havia deixado o local durante o discurso de Quistis, o que alguns estudantes comentaram discretamente.
- Ela tá estranha. – Disse Simon, chamando a atenção de Cliff.
- Hm?
- Ela parece estranha. Preocupada.
Cliff tentou perceber algo, mas não conhecia a instrutora Quistis tão bem assim. Além do mais, não era um bom observador.
Alguns minutos depois, todos foram dispensados.
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Faltavam apenas mais algumas horas para o tão esperado baile de formatura. Quistis estava em sua nova sala, fazendo a arrumação básica de mudança. Aquela seria sua nova área de trabalho e lá estava ela, orgulhosa, mais comprometida do que nunca.
Estava feliz, porém apreensiva.
Quistis ouviu uma batida na porta, e sem perguntar quem era, ordenou que entrasse.
- Senhorita Trepe, podemos conversar? – Perguntou Icy.
Quistis virou para ver quem era, e deu um sorriso, chamando-o para se sentar.
- Olá, Joham. – Quistis virou-se para o rapaz, deixando de lado a arrumação.
Icy trajava o uniforme de gala dos SeeDs, o mesmo que Xu e Sanz trajavam durante o teste. Os formandos usariam aquele uniforme durante o baile. E com muito orgulho.
O rapaz adentrou a sala e se sentou no assento diante da mesa da chefe da Garden.
- Diretora, sobre a missão de hoje... acho que sei como aqueles monstros chegaram até Dollet.
Quistis riu, mas deixou que prosseguisse.
- De acordo com os relatórios que li, houve uma onda de monstros que surgiram de pontos aleatórios da cidade. Não houve movimentação pelo mar, algo que também seria bastante improvável, pois as criaturas não faziam parte do ecossistema local. – Disse Icy, analítico.
- E qual seria o seu palpite? – Perguntou Quistis.
- Alguém está utilizando a tecnologia do Light Pilar.
Houve uma pausa, agora uma Quistis pensativa encarava o rapaz. Lembrou-se de quando esteve no antigo e abandonado Laboratório de Pesquisas Marítimas, isolado, perdido no meio do oceano. Um lugar que resolveram explorar unicamente por aventura, e certamente encontraram o que queriam. Naquele bizarro laboratório, Quistis e seu grupo haviam se deparado com um estranho mecanismo de defesa: um pilar de luz que se acendia periodicamente. Uma vez aceso, o pilar detectava ações de movimento e então invocava monstros poderosos a partir do nada, para impedir mais avanços.
- Como foi que chegou a essa conclusão?
- Além da análise dos fatos, eu deveria dizer que eu ajudei meu pai a construí-lo.
E então Quistis lembrou-se do histórico daquele jovem promissor. Seu pai, um conceituado cientista de Esthar que conseguira fugir da cidade durante a ditadura da feiticeira Adel, recomeçou a vida no continente de Trabia onde constituiu família. Quando Icy tinha doze anos, seu pai havia conseguido uma vaga num importante projeto de pesquisas marítimas, foi quando seu contato com ele começou a se restringir. Icy via o pai apenas de seis em seis meses, e em uma destas visitas, o já pequeno garoto prodígio ajudou seu pai na construção de um complicado mecanismo de segurança. Sempre fora um gênio. Poderia ter sido como seu pai, mas queria se tornar um SeeD. Ele certamente estaria orgulhoso do filho se estivesse vivo, pensou Quistis.
A partir de seus quatorze anos, seu pai não retornou mais. Jamais ouviram falar do projeto novamente. O laboratório fora abandonado. Caiu no esquecimento.
- Isso é intrigante, Joham, devo admitir, mas a missão já foi concluída. Isso não faz muita diferença agora.
- Mas pode significar algo! – o rapaz protestou. – Pode haver algo maior por trás disso! Por que não manda uma equipe ao laboratório?
- No momento não é uma boa idéia, Joham. Temos outras prioridades.
- Eu poderia assumir a missão, diretora. Você poderia cortar os gastos do meu salário.
Quistis sorriu gentilmente para o rapaz, e com leveza e paciência, foi até ele, pondo uma mão em seu ombro, encarando-o através de seus óculos, seu olhar também encontrando as lentes dele.
- Joham... Eu sei que você ainda espera ter notícias de seu pai. Mas eu já estive lá, e acredite, não há mais nada lá além de máquinas e monstros.
Icy engoliu um seco e manteve-se calado. Concordou por fim com Quistis.
- Certo. Obrigado pela atenção, diretora. – disse um rapaz, sorrindo gentilmente e saindo da sala.
Quistis voltou até sua mesa, onde se recostou na cadeira e relaxou. Ou ao menos tentou.
- Espero que você saiba o que está fazendo, Squall...
- Estou muito orgulhosa por preencher este cargo de muito prestígio e garanto que minha dedicação será total quanto à nossa qualidade de ensino e treinamento. E hoje a noite, teremos a tão esperada cerimônia de comemoração aos formandos de hoje! Todos estão convidados e garanto que será a melhor festa que esta Garden já teve!
Quistis foi ovacionada com aplausos e urros de festejos. Seu grupo pessoal de fãs, os Trepies, eram os mais empolgados com a notícia. Squall havia deixado o local durante o discurso de Quistis, o que alguns estudantes comentaram discretamente.
- Ela tá estranha. – Disse Simon, chamando a atenção de Cliff.
- Hm?
- Ela parece estranha. Preocupada.
Cliff tentou perceber algo, mas não conhecia a instrutora Quistis tão bem assim. Além do mais, não era um bom observador.
Alguns minutos depois, todos foram dispensados.
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Faltavam apenas mais algumas horas para o tão esperado baile de formatura. Quistis estava em sua nova sala, fazendo a arrumação básica de mudança. Aquela seria sua nova área de trabalho e lá estava ela, orgulhosa, mais comprometida do que nunca.
Estava feliz, porém apreensiva.
Quistis ouviu uma batida na porta, e sem perguntar quem era, ordenou que entrasse.
- Senhorita Trepe, podemos conversar? – Perguntou Icy.
Quistis virou para ver quem era, e deu um sorriso, chamando-o para se sentar.
- Olá, Joham. – Quistis virou-se para o rapaz, deixando de lado a arrumação.
Icy trajava o uniforme de gala dos SeeDs, o mesmo que Xu e Sanz trajavam durante o teste. Os formandos usariam aquele uniforme durante o baile. E com muito orgulho.
O rapaz adentrou a sala e se sentou no assento diante da mesa da chefe da Garden.
- Diretora, sobre a missão de hoje... acho que sei como aqueles monstros chegaram até Dollet.
Quistis riu, mas deixou que prosseguisse.
- De acordo com os relatórios que li, houve uma onda de monstros que surgiram de pontos aleatórios da cidade. Não houve movimentação pelo mar, algo que também seria bastante improvável, pois as criaturas não faziam parte do ecossistema local. – Disse Icy, analítico.
- E qual seria o seu palpite? – Perguntou Quistis.
- Alguém está utilizando a tecnologia do Light Pilar.
Houve uma pausa, agora uma Quistis pensativa encarava o rapaz. Lembrou-se de quando esteve no antigo e abandonado Laboratório de Pesquisas Marítimas, isolado, perdido no meio do oceano. Um lugar que resolveram explorar unicamente por aventura, e certamente encontraram o que queriam. Naquele bizarro laboratório, Quistis e seu grupo haviam se deparado com um estranho mecanismo de defesa: um pilar de luz que se acendia periodicamente. Uma vez aceso, o pilar detectava ações de movimento e então invocava monstros poderosos a partir do nada, para impedir mais avanços.
- Como foi que chegou a essa conclusão?
- Além da análise dos fatos, eu deveria dizer que eu ajudei meu pai a construí-lo.
E então Quistis lembrou-se do histórico daquele jovem promissor. Seu pai, um conceituado cientista de Esthar que conseguira fugir da cidade durante a ditadura da feiticeira Adel, recomeçou a vida no continente de Trabia onde constituiu família. Quando Icy tinha doze anos, seu pai havia conseguido uma vaga num importante projeto de pesquisas marítimas, foi quando seu contato com ele começou a se restringir. Icy via o pai apenas de seis em seis meses, e em uma destas visitas, o já pequeno garoto prodígio ajudou seu pai na construção de um complicado mecanismo de segurança. Sempre fora um gênio. Poderia ter sido como seu pai, mas queria se tornar um SeeD. Ele certamente estaria orgulhoso do filho se estivesse vivo, pensou Quistis.
A partir de seus quatorze anos, seu pai não retornou mais. Jamais ouviram falar do projeto novamente. O laboratório fora abandonado. Caiu no esquecimento.
- Isso é intrigante, Joham, devo admitir, mas a missão já foi concluída. Isso não faz muita diferença agora.
- Mas pode significar algo! – o rapaz protestou. – Pode haver algo maior por trás disso! Por que não manda uma equipe ao laboratório?
- No momento não é uma boa idéia, Joham. Temos outras prioridades.
- Eu poderia assumir a missão, diretora. Você poderia cortar os gastos do meu salário.
Quistis sorriu gentilmente para o rapaz, e com leveza e paciência, foi até ele, pondo uma mão em seu ombro, encarando-o através de seus óculos, seu olhar também encontrando as lentes dele.
- Joham... Eu sei que você ainda espera ter notícias de seu pai. Mas eu já estive lá, e acredite, não há mais nada lá além de máquinas e monstros.
Icy engoliu um seco e manteve-se calado. Concordou por fim com Quistis.
- Certo. Obrigado pela atenção, diretora. – disse um rapaz, sorrindo gentilmente e saindo da sala.
Quistis voltou até sua mesa, onde se recostou na cadeira e relaxou. Ou ao menos tentou.
- Espero que você saiba o que está fazendo, Squall...